O dia a dia de uma repórter que cobre justiça, segurança pública e polícia há 18 anos.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
A Guerra voltou!
Coleguinhas! Acabou a eleição. Cabral foi reeleito e a época de tiro porrada e bomba voltou! Depois de meses no ostracismo, brincando de gato e rato com bandidos que insistem em fazer arrastões a polícia subiu o Morro da Serrinha. Quatro fuzis apreendidos e dois mortos. E vamos que vamos. Dia das Crianças na SErrinha foi com distribuição de balas. Balas de calibre 556, 762 e 9mm.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
MAIS UMA DO DICIONÁRIO DUS PESSUAL TUDO
Essa ouvi hoje de um policial, que não deixa de fazer parte "dus pessual tudo".
"O cara morava em um terreno onde as casas eram GERMINADAS.
Socorrooooo! Será que nas tais casas havia muitos germes????????????
"O cara morava em um terreno onde as casas eram GERMINADAS.
Socorrooooo! Será que nas tais casas havia muitos germes????????????
Repórteres de polícia sigilosos e suas fontes maravilhosas
Que todo repórter de polícia é sigiloso isso não é novidade. Lá muito antigamente, quando eu ainda nem sonhava em ser jornalista, esses profissionais tinham a tiracolo seus famosos "sebosos", aquelas agendas caindo aos pedaços, com folhas amareladas que continham em seu interior a chave para resolver qualquer caso de polícia ou qualquer matéria absurda que o chefe pedia. O tempo foi passando e esse repórter, que vivia em portas de delegacias e nas ocorrências de rua, muitas vezes parecido até com o próprio policial foi mudando. Chegaram os bips e teletrims, as agendas eletrônicas, os computadores e os telefones celulares. A essência, no entanto, continuou a mesma.
Claro que hoje ninguém anda disfarçado de policial e não tem mais o seboso. A agenda passou a ser no celular ou no nextel ( diga-se de passagem eu tenho os dois e se perder a agenda estou perdida). Mas atitudes são as mesmas. Tem uns que travestidos de repórteres de TV, andam de terno e gravata e quando falam ao telefone, quase que sussuram. Outros, de fala mansa, falando sempre muito baixo, quando notam que algum colega distraído se aproxima de seu computador fecham tudo para que não sejam observadas suas anotações e suas agendas. Tem até a máxima do colega, em uma apuração muito sigilosa, mandou o motorista seguir. Parte da equipe, o piloto do diário carioca perguntou para onde e o colega disse: é sigiloso. Segue que no caminho explico.
Tem a máxima também de um colega que seguia por uma avenida movimentada do Rio em cima de um caminhão de abacaxi. O pior é que atrás desse caminhão, onde o " profissional sigiloso" se escondia, havia o carro de reportagem tarjado com o nome do veículo onde trabalhava e com o fotógrafo. Enfim coisas de repórteres de polícia investigativos.
Enfim, o pior de tudo, da classe de repórtes de jornalismo investigativo, é a classe de puxa sacos. Cobrindo essa área que hoje se denomina "segurança pública" e também na área investigativa, nunca tive a cara de pau de puxar saco da fonte. Faço matérias, sou legal, preservo a fonte mas puxar saco, nunca!
E foi uma cena explícita de babação que vi quando certo dia, estava com um grupo de jornalistas no mesmo restaurante de comida a quilo e vi um delegado entrando no restaurante. Ele viu jornalistas, cumprimentou todos, serviu seu prato, pesou e foi almoçar tranquilamente e sozinho em uma mesa do self service. Não cabia ali convidar o delpol para sentar conosco porque era um momento em todos se alimentavam de uma maneira rápida para seguir para as redações e colocar todo o material apurado no papel, ou no computador. Daí que o tal repórter sigiloso, muito bem vestido, deixa seu prato na mesa pela metade, saca um nextel como se estivesse falando com alguém, muito baixo claro e vai até a mesa do Doutor Delpol apertar a mão dele. O Dr. Delpol já estava terminando o almoço e levantou para apertar a mão do repórter como cortesia. Resultado: o repórter não satisfeito pegou sua boleta de pagamento, deixou a comida pela metade e seguiu com o Dr. Delpol tentando inventar uma história e alimentando o "papo ocasional". Socorroooooo!!!!!!!
Tem a outra do muito sigiloso, que da redação, saca do telefone e liga para vários doutores delpol se identifica e depois segue como que rezando um rosário, elogiando todos os feitos daquela equipe naquele dia. Depois se apresenta de novo e pede a matéria. É diz e tem fama de "senhor de todas as fontes". É de doer. Outro, de preto, se misturou aos policiais. No meio da matéria ele fingia não conhecer os colegas para continuar a receber informações privilegiadas de suas fontes.
Os causos não param por aí. Todo repórter de polícia que se preza tem suas fontes, seus segredos, suas chaves secretas para descobrir qualquer entrelinha de um caso de vulto. Todo repórter investigativo sempre vai ter aquela fonte que soluciona qualquer incógnita e joga no jornal do dia seguinte a matéria que todos vão suitar e pressionar as autoridades a, enfim, falar a verdade. É a vida. É o jornalismo. Mas que chega a ser folclórico, pitoresco, isso chega. É o perfil desses profissionais que assinam nossas páginas do dia a dia.
Claro que hoje ninguém anda disfarçado de policial e não tem mais o seboso. A agenda passou a ser no celular ou no nextel ( diga-se de passagem eu tenho os dois e se perder a agenda estou perdida). Mas atitudes são as mesmas. Tem uns que travestidos de repórteres de TV, andam de terno e gravata e quando falam ao telefone, quase que sussuram. Outros, de fala mansa, falando sempre muito baixo, quando notam que algum colega distraído se aproxima de seu computador fecham tudo para que não sejam observadas suas anotações e suas agendas. Tem até a máxima do colega, em uma apuração muito sigilosa, mandou o motorista seguir. Parte da equipe, o piloto do diário carioca perguntou para onde e o colega disse: é sigiloso. Segue que no caminho explico.
Tem a máxima também de um colega que seguia por uma avenida movimentada do Rio em cima de um caminhão de abacaxi. O pior é que atrás desse caminhão, onde o " profissional sigiloso" se escondia, havia o carro de reportagem tarjado com o nome do veículo onde trabalhava e com o fotógrafo. Enfim coisas de repórteres de polícia investigativos.
Enfim, o pior de tudo, da classe de repórtes de jornalismo investigativo, é a classe de puxa sacos. Cobrindo essa área que hoje se denomina "segurança pública" e também na área investigativa, nunca tive a cara de pau de puxar saco da fonte. Faço matérias, sou legal, preservo a fonte mas puxar saco, nunca!
E foi uma cena explícita de babação que vi quando certo dia, estava com um grupo de jornalistas no mesmo restaurante de comida a quilo e vi um delegado entrando no restaurante. Ele viu jornalistas, cumprimentou todos, serviu seu prato, pesou e foi almoçar tranquilamente e sozinho em uma mesa do self service. Não cabia ali convidar o delpol para sentar conosco porque era um momento em todos se alimentavam de uma maneira rápida para seguir para as redações e colocar todo o material apurado no papel, ou no computador. Daí que o tal repórter sigiloso, muito bem vestido, deixa seu prato na mesa pela metade, saca um nextel como se estivesse falando com alguém, muito baixo claro e vai até a mesa do Doutor Delpol apertar a mão dele. O Dr. Delpol já estava terminando o almoço e levantou para apertar a mão do repórter como cortesia. Resultado: o repórter não satisfeito pegou sua boleta de pagamento, deixou a comida pela metade e seguiu com o Dr. Delpol tentando inventar uma história e alimentando o "papo ocasional". Socorroooooo!!!!!!!
Tem a outra do muito sigiloso, que da redação, saca do telefone e liga para vários doutores delpol se identifica e depois segue como que rezando um rosário, elogiando todos os feitos daquela equipe naquele dia. Depois se apresenta de novo e pede a matéria. É diz e tem fama de "senhor de todas as fontes". É de doer. Outro, de preto, se misturou aos policiais. No meio da matéria ele fingia não conhecer os colegas para continuar a receber informações privilegiadas de suas fontes.
Os causos não param por aí. Todo repórter de polícia que se preza tem suas fontes, seus segredos, suas chaves secretas para descobrir qualquer entrelinha de um caso de vulto. Todo repórter investigativo sempre vai ter aquela fonte que soluciona qualquer incógnita e joga no jornal do dia seguinte a matéria que todos vão suitar e pressionar as autoridades a, enfim, falar a verdade. É a vida. É o jornalismo. Mas que chega a ser folclórico, pitoresco, isso chega. É o perfil desses profissionais que assinam nossas páginas do dia a dia.
sábado, 14 de agosto de 2010
Nova eleição do "Repórter Sem Noção"
Resolvi reeditar a eleição do repórter sem noção. Lembra daquele coleguinhaque na rua sempre fala besteira? Lembra daquele coleguinha que sempre faz perguntas que não cabem na cobertura? Pois é eu conheço muitos. Sei de uma que esperava ansiosa por uma operação policial que não começava nunca e acabou ligando para a associação de moradores da favela para perguntar se a polícia já havia entrado na favela. Conheço outro que quer ser mais famoso que a notícia. Ou seja, ele é a própria notícia. O fato é que tem que interagir com ele. Enfim, temos vários exemplos nesse nosso dia a dia de cobertura da crônica policial ou da pauta que o chefe nos empurra. Enfim, aguardo indicações para o prêmio. Seria bom a indicação de vários né? Faríamos um primeiro, segundo e terceiro lugares.
Sugestões de verbetes para o Dicionário
Voltei a escrever cheia de disposição. Por isso aguardo dos coleguinhas sugestões de palavras ouvidas por aí em comunidades para o "Dicionário dus Pessual Tudo".
Considerações sobre as UPPs
Jurei que não ia escrever nada sério nesse meu blog. Jurei que seriam apenas comentários engraçados da cobertura diária da crônica policial. Mas diante da implantação das UPPs tenho que me dobrar. O projeto, na verdade, não era nem plano de governo no início de 2007. Para mim, a primeira UPP foi na verdade o "Quintal do Bope", ou a Favela Tavares Bastos onde fiz uma matéria em julho de 2007 com o título: " Nem milícia, nem tráfico, só o estado". Ali pude ver o que era uma favela pacificada. Para se instalar no local onde fica o quartel, o Bope teve que entrar na favela e expulsar o tráfico. Tinha até gringo morando lá. Enfim, depois dessa experiência, acho que os governantes resolveram encampar a idéia.
Vamos lá: UPP é muito bom. Pacificar favelas, fazer com que moradores retomem a cidadania e que não vejam mais a ostentação de fuzis é muito bom. É gratificante como repórter e como cidadã poder subir no plano inclinado do Dona Marta sem preocupação e poder usufruir daquela linda paisagem. No Cantagalo, onde fui uma vez em busca de um cemitério clandestino lá no alto do morro, a paisagem é maravilhosa. De um lado Ipanema, Arpoador e Leblon e de outro a Lagoa. Hoje esse visual maravilhoso pode ser observado por turistas. Agora com tanta UPP, com tanto projeto dando certo, com dignidade chegando para moradores de bem, falta perguntar quando tudo isso chega à comunidades miseráveis. Fazer UPP na Zona Sul e na Tijuca, locais que são vitrines da Cidade é fácil.
O problema é que temos no Rio comunidades como a Serrinha (berço do samba) , o tradicional Juramento, uma comunidade chamada "Terra Nostra" em Costa Barros, onde o piso dos barracos ainda é de chão batido, que ainda estão sob o julgo do tráfico. Pior que sob a mira dos fuzis é que estas comunidades estão doentes com o crack. São milhares de miseráveis perambulando feito zumbis dando seus poucos reais para esses homens em busca de uma "pedrinha" que os faça fortes e felizes por segundos. São miseráveis com fome observados por pessoas também muito pobres mas dignas. Todos a espera do milagre da UPP. A espera da invasão social. E essas favelas não possuem vista maravilhosa e sequer são conhecidas pela burguesia mas clamam por "choque social".
Vamos expulsar o tráfico sim. Vamos expulsar os homens armados sim. VAmos fazer o direito do cidadão prevalecer sim. Mas não podemos esquecer dessa parcela da sociedade que precisa do projeto. Dessa parcela de joves que só vislumbra ascenção se for pela venda de drogas. Dessa parcela de pessoas que vive sob ameaça de fuzis. Admiro e tiro o chapéu para a UPP , para a concepção do projeto, mas tenho que excercer minha parcela de cidadania. Tenho que reclamar pelas Donas Marias e seus Josés que acordam na madrugada, ainda sem a luz do sol e saem de favelas como Rebu, Taquaral, Pedreira, Jacarezinho, Alemão e são obrigados a ver homens armados com fuzis, loucos, drogados vendendo drogas.
O processo é lento, eu sei mas que essa pacificação com invasão social chegue também à favela Terra Nostra para que o "seu José" tenha condições de acordar cedo para trabalhar sem ver o tráfico e voltar feliz com o seu dinheiro para fazer o "piso" de seu barraco que ainda é de chão batido.
Vamos lá: UPP é muito bom. Pacificar favelas, fazer com que moradores retomem a cidadania e que não vejam mais a ostentação de fuzis é muito bom. É gratificante como repórter e como cidadã poder subir no plano inclinado do Dona Marta sem preocupação e poder usufruir daquela linda paisagem. No Cantagalo, onde fui uma vez em busca de um cemitério clandestino lá no alto do morro, a paisagem é maravilhosa. De um lado Ipanema, Arpoador e Leblon e de outro a Lagoa. Hoje esse visual maravilhoso pode ser observado por turistas. Agora com tanta UPP, com tanto projeto dando certo, com dignidade chegando para moradores de bem, falta perguntar quando tudo isso chega à comunidades miseráveis. Fazer UPP na Zona Sul e na Tijuca, locais que são vitrines da Cidade é fácil.
O problema é que temos no Rio comunidades como a Serrinha (berço do samba) , o tradicional Juramento, uma comunidade chamada "Terra Nostra" em Costa Barros, onde o piso dos barracos ainda é de chão batido, que ainda estão sob o julgo do tráfico. Pior que sob a mira dos fuzis é que estas comunidades estão doentes com o crack. São milhares de miseráveis perambulando feito zumbis dando seus poucos reais para esses homens em busca de uma "pedrinha" que os faça fortes e felizes por segundos. São miseráveis com fome observados por pessoas também muito pobres mas dignas. Todos a espera do milagre da UPP. A espera da invasão social. E essas favelas não possuem vista maravilhosa e sequer são conhecidas pela burguesia mas clamam por "choque social".
Vamos expulsar o tráfico sim. Vamos expulsar os homens armados sim. VAmos fazer o direito do cidadão prevalecer sim. Mas não podemos esquecer dessa parcela da sociedade que precisa do projeto. Dessa parcela de joves que só vislumbra ascenção se for pela venda de drogas. Dessa parcela de pessoas que vive sob ameaça de fuzis. Admiro e tiro o chapéu para a UPP , para a concepção do projeto, mas tenho que excercer minha parcela de cidadania. Tenho que reclamar pelas Donas Marias e seus Josés que acordam na madrugada, ainda sem a luz do sol e saem de favelas como Rebu, Taquaral, Pedreira, Jacarezinho, Alemão e são obrigados a ver homens armados com fuzis, loucos, drogados vendendo drogas.
O processo é lento, eu sei mas que essa pacificação com invasão social chegue também à favela Terra Nostra para que o "seu José" tenha condições de acordar cedo para trabalhar sem ver o tráfico e voltar feliz com o seu dinheiro para fazer o "piso" de seu barraco que ainda é de chão batido.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
UNhas e afins
Depois de tanto tempo sem dar atençao e atualizar meu dicionário, lá vai mais uma pérola observada no dia a dia dentro de uma comunidade.
Bom equipes de reportagens e policiais no morro da Coréia. Lá estávamos todos em mais uma operação policial com direito a correr de pedradas que "us pessual tudo" em "potresto" jogavam em direção aos carros de imprensa e repórteres. Dessa vez até o Águia deu cobertura para que o repórteres pudessem sair da favela correndo sem serem atingidos por pedradas. Quando tudo acalmou, todos praticando o famoso jargão "ocupar padaria" eis que não mais que de repente olho para um salão de beleza e vejo a seguinte pérola:
fazemos unhas decoradas, PORTIÇAS, francesinha e etc.
vamos lá: portiças????????? de que ??????? de porta? essa com certeza entra no dicionário dos pessual tudo.
Bom equipes de reportagens e policiais no morro da Coréia. Lá estávamos todos em mais uma operação policial com direito a correr de pedradas que "us pessual tudo" em "potresto" jogavam em direção aos carros de imprensa e repórteres. Dessa vez até o Águia deu cobertura para que o repórteres pudessem sair da favela correndo sem serem atingidos por pedradas. Quando tudo acalmou, todos praticando o famoso jargão "ocupar padaria" eis que não mais que de repente olho para um salão de beleza e vejo a seguinte pérola:
fazemos unhas decoradas, PORTIÇAS, francesinha e etc.
vamos lá: portiças????????? de que ??????? de porta? essa com certeza entra no dicionário dos pessual tudo.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Navegando pelo acidente do vôo 447
Bom em semana em que os jornais só falam de acidente do vôo 447 da Airfrance a repórter de polícia que vos fala quase que fica a toa não fossem os policiais entrarem na Rocinha com o dia amanhecendo na última quarta-feira. Sem pautas salgadas de polícia e navegando na internet, não poderia deixar de comentar o acidente e aproveitar a máxima: O BOM REPÓRTER NÃO PERDE A NOTÍCIA E TAMPOUCO A PIADA. Então lá vai:
Onde está o avião do vôo 447? Ninguém sabe. Ninguém viu. Bom pelo menos é o que dizem os especialistas. Mas na internet as pessoas já acharam: o vôo teria caído em um buraco negro, teria sido abduzido. Sensitivos de plantão já haviam feito a previsão. A merda é que quem fez a previsão não avisou antes. Se fosse comigo eu voltava do além e matava o famigerado.
Não é que também achei na net algo lembrando a famosa Mãe Dinah? O fato é que a senhora Dinah ainda não deu o ar da graça, foram seus seguidores que lembraram. Mas muitas curiosidades e coisa escabrosas ainda estão por vir.
Onde está o avião do vôo 447? Ninguém sabe. Ninguém viu. Bom pelo menos é o que dizem os especialistas. Mas na internet as pessoas já acharam: o vôo teria caído em um buraco negro, teria sido abduzido. Sensitivos de plantão já haviam feito a previsão. A merda é que quem fez a previsão não avisou antes. Se fosse comigo eu voltava do além e matava o famigerado.
Não é que também achei na net algo lembrando a famosa Mãe Dinah? O fato é que a senhora Dinah ainda não deu o ar da graça, foram seus seguidores que lembraram. Mas muitas curiosidades e coisa escabrosas ainda estão por vir.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Dicionário again!"
Contribuição para o dicionário do nosso amigo Canosa do Dia:
Na entrada da Vila dos Pinheiros, no Complexo do Maré, pouco depois do Prédio da Fundalção Nacional de Saúde, pista sentido Zona Oeste da Brasil, há uma placa "Borraxeiro".....assim que puder vou lá fazer uma foto merece né?
Na entrada da Vila dos Pinheiros, no Complexo do Maré, pouco depois do Prédio da Fundalção Nacional de Saúde, pista sentido Zona Oeste da Brasil, há uma placa "Borraxeiro".....assim que puder vou lá fazer uma foto merece né?
quarta-feira, 29 de abril de 2009
E o dicionário volta a bombar!
Coleguinhas, demorei a postar nesse blog. Foram férias maravilhosas e preguiça de escrever. Depois a volta ao trabalho e a ralação. Sem tempo. Mas a conselho do coleguinha Marcelo Bastos, do Dia, autor do blog " Temos Isso", vou postar pelo menos duas vezes na semana. Então, para não perder o costume e também após lançar meu concurso do "repórter sem noção" volto a mais um verbete do famoso dicionário dos pessssual tudo.
CEDIA - Estava eu em uma operação da Dcod no Morro do Urubu, em Pilares, quando no alto do morro, na Associação de Moradores vi um cartaz convocando a todos os moradores da comunidade a comparecer na Assembléia Geral na "CEDIA" daquela associação. Assim mesmo, com essa grafia.....é de doer.
DEDO MINDINGO- Essa quem me passou foi o grande Sérgio Costa da Band , que ouviu uma mulher em uma favela dizendo que não colocaria nem o "dedo mindingo" dela naquele local. Não seria mindinho??????????? Dããããããã
CEDIA - Estava eu em uma operação da Dcod no Morro do Urubu, em Pilares, quando no alto do morro, na Associação de Moradores vi um cartaz convocando a todos os moradores da comunidade a comparecer na Assembléia Geral na "CEDIA" daquela associação. Assim mesmo, com essa grafia.....é de doer.
DEDO MINDINGO- Essa quem me passou foi o grande Sérgio Costa da Band , que ouviu uma mulher em uma favela dizendo que não colocaria nem o "dedo mindingo" dela naquele local. Não seria mindinho??????????? Dããããããã
Prêmio Repórter sem Noção
Demorei muito para decidir a abrir essa eleição. Mas confesso que passar os últimos dias na escuta e até mesmo no meu dia a dia nas ruas me fez tomar coragem para fazer tal concurso. Não que eu seja chata ou implicante com alguns coleguinhas que estão começando a carreira. O problema é que tem gente que já está na pista há algum tempo e continua falando besteira, perguntando coisas absurdas e ainda perguntando a máxima: como apuro isso? Enfim é de doer. Como meu concurso é uma pura brincadeira, estou aguardando nomes e sugestões. Votação. Vale casos com aquele da coleguinha que ligou para a associação de moradores do São Carlos perguntando se a polícia já tinha chegado, vale aquele do coleguinha que vive alugando o outro pedindo telefone de tudo e de todos. Vale também a indicação do coleguinha que se acha o cara, brinca e quase bate na cara do traficante. Agora o prêmio do vencedor, ainda não sei, quem sabe poderia ser um " gravador de papelão"....já que o prêmio é sem noção.
Vamos aos nomes? Amanhã vou postar três. Pelo texto dá para imaginar os indicados
Vamos aos nomes? Amanhã vou postar três. Pelo texto dá para imaginar os indicados
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Edição extra do dicionário
Essa não poderia faltar.
A senhorinha de uma comunidade solta a seguinte pérola: Eu não vou sair desse barraco não porque tenho direito a lei de USUNCAMPIÃO........enfim,,,,,,,,,,,não seria a lei do usucapião????????
A senhorinha de uma comunidade solta a seguinte pérola: Eu não vou sair desse barraco não porque tenho direito a lei de USUNCAMPIÃO........enfim,,,,,,,,,,,não seria a lei do usucapião????????
Reproduzindo o que um coleguinha me contou
Um coleguinha, também acostumado a cobrir polícia me contou essa. Uma pena que eu não estava lá no dia porque caso contrário eu iria cair no chão de tanto rir.
- Um delegado dando uma coletiva, começou a detalhar o crime para os coleguinhas que estavam na delegacia. No meio da narrativa o delegado muito compenetrado disse assim:
- Então o melitante evadiu-se.
Aí, chega a coleguinha ( INFELIZMENTE TEM QUE SER MULHER E DE TV.....) e solta a pérola:
- Meliante de que doutor???????????????????
Silêncio total na sala......
- Um delegado dando uma coletiva, começou a detalhar o crime para os coleguinhas que estavam na delegacia. No meio da narrativa o delegado muito compenetrado disse assim:
- Então o melitante evadiu-se.
Aí, chega a coleguinha ( INFELIZMENTE TEM QUE SER MULHER E DE TV.....) e solta a pérola:
- Meliante de que doutor???????????????????
Silêncio total na sala......
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Diconário o retorno
Essa foi ouvida pelo cinegrafista da TV Globo, Júnior Alves, durante uma operação no MOrro dos Macacos.
Uma senhora muito idosa estava em um barraco quando o cinegrafista pergunto se ela não tinha medo dos tiros. E a senhora sacou a seguinte resposta.
_ Tenho não senhor. Só fico em casa quando o HOROSCOPO está sobrevoando a favela.
Uma senhora muito idosa estava em um barraco quando o cinegrafista pergunto se ela não tinha medo dos tiros. E a senhora sacou a seguinte resposta.
_ Tenho não senhor. Só fico em casa quando o HOROSCOPO está sobrevoando a favela.
História de uma foca em um domingo de sol
Bom vamos lá. Mais uma daquelas histórias hilárias de focas que cobrem polícia.
Estava eu na DRF, durante coletiva do delegado titular sobre um assalto no prédio dos Correios, quando uma coleguinha do Jornal do Brasil, muito foca por sinal e que pouco cobre polícia, me solta as seguintes pérolas para o delegado Márcio Franco.
-Doutor, o que é receptação? ( bom o delegado, muito educado como ele é , explicou calmamente à afoita foca que estava ansiosa pela bola em seu nariz.
No final da coletiva, quando o delegado explicou que já monitorava a quadrilha desde outubro, novamente a foca, querendo perguntar algo muito importante ao delegado, soltou a pérola do século do jornalismo:
_ Doutor, quer dizer que vocês investigaram a quadrilha porque tiveram ajuda de bandidos da quadrilha rival? (Silêncio na sala onde havia coleguinhas de todos os jornais e TVs)
Muito paciente o delegado Marcio Franco ( que é um gentleman) disse que não, que era investigação da polícia, etc, etc. Bom os coleguinhas só não cairam na gargalhada em respeito ao próprio delegado e com pena da coleguinha.
Acabou a coletiva e a menina, com o carro de reportagem do jornal que quase não cobre polícia, saíram do local mais rápido que a velocidade do som.
ENFIM, EM UM DOMINGO DE SOL, QUE EU DEIXEI DE IR À PRAIA PORQUE ESTAVA DE PLANTÃO, ME DIVERTI MUITO, MAS MUITO MESMO.
Estava eu na DRF, durante coletiva do delegado titular sobre um assalto no prédio dos Correios, quando uma coleguinha do Jornal do Brasil, muito foca por sinal e que pouco cobre polícia, me solta as seguintes pérolas para o delegado Márcio Franco.
-Doutor, o que é receptação? ( bom o delegado, muito educado como ele é , explicou calmamente à afoita foca que estava ansiosa pela bola em seu nariz.
No final da coletiva, quando o delegado explicou que já monitorava a quadrilha desde outubro, novamente a foca, querendo perguntar algo muito importante ao delegado, soltou a pérola do século do jornalismo:
_ Doutor, quer dizer que vocês investigaram a quadrilha porque tiveram ajuda de bandidos da quadrilha rival? (Silêncio na sala onde havia coleguinhas de todos os jornais e TVs)
Muito paciente o delegado Marcio Franco ( que é um gentleman) disse que não, que era investigação da polícia, etc, etc. Bom os coleguinhas só não cairam na gargalhada em respeito ao próprio delegado e com pena da coleguinha.
Acabou a coletiva e a menina, com o carro de reportagem do jornal que quase não cobre polícia, saíram do local mais rápido que a velocidade do som.
ENFIM, EM UM DOMINGO DE SOL, QUE EU DEIXEI DE IR À PRAIA PORQUE ESTAVA DE PLANTÃO, ME DIVERTI MUITO, MAS MUITO MESMO.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Começo 2009 com o dicionário
Caramba! Comecei 2009 muito bem! Em operação policial. Uma em Paraty, de barco e outra, para variar, com os homens de preto. Uns da Civil na Zona Oeste e outro com o Bope na Cidade de Deus. Como não poderia faltar, já comecei o ano inaugurando os verbetes de meu "Dicionário dus pessual tudo". Esse ouvi na Cidade de Deus e não poderia deixar de postar.
"Esses bruxo( homens do Bope) ficam aqui na comunidade "enxarcando" a gente. São todos "enxarcadores". Não seria "acharque".
"Esses bruxo( homens do Bope) ficam aqui na comunidade "enxarcando" a gente. São todos "enxarcadores". Não seria "acharque".
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
E lá se vai 2008
Caramba! Quando eu fechar os olhos hoje à noite vou acordar no último dia do ano! Novidade? Nenhuma. Só uma tentativa de retrospectiva de tudo o que passei na incassável tentativa de fazer coberturas diárias sobre segurança pública no Rio de Janeiro. O dia a dia é tão corrido que se parar para pensar vou ter que demorar muito para lembrar os grandes casos. Foi o ano da morte do João Roberto, da menina Eloah, essa em São Paulo, da Isabela Nardoni de São Paulo...Enquanto em São Paulo a criminalidade crescia, eu por aqui tentava imaginar que o Rio de Janeiro continuava lindo, ou pelo menos tentava até acontecer o primeiro arrastão da Linha Vermelha e a primeira troca de tiros na Vila Cruzeiro que ficou famosa mundialmente devido aos confrontos diários e ao desfile, também diário de " caveirões" por suas ruas. Enterros tristes? Foram quase semanais. Em uma semana do ano foram diários. Cada dia uma vítima de violência diferente.
Mais uma vez fechamos um ano vendo que colegas que tentaram exercer a profissão de jornalitas foram massacrados e torturados por " homens" que se diziam da lei. Como aconteceu com Tim Lopes, tentaram calar a voz da imprensa. Ainda bem que com tudo isso os governantes "deram uma resposta". Mas ainda falta muito para nós jornalistas circularmos livremente por esses espaços e guetos.
Policiais foram baleados, alguns morreram. Pais de família e homens de bens foram mortos, arrastados por traficantes. A paisagem da então "Cidade Maravilhosa" durante todo o ano de 2008 ficou pintada de preto. O preto do uniforme das polícias ocuparam ruas, becos e favelas em operações policiais. Apesar do trabalho, da ralação, também foi divertido encontrar com os colegas durante incursões da polícia entre outras pautinhas de segurança . Tivemos que aturar delegados malas, aborrecidos que não passam informações, mas também convivemos com policiais boa praça que ajudaram a imprensa.
Enfim, às vésperas de 2009 , fecho o livro de matérias de 2008 e torço para um ano com mais harmonia. Com desejos sim, de cobrir segurança pública , mas com notícias satisfatórias como a matéria que fiz desfilando no Morro Dona Marta sem tráfico. Está acabando, virei a página e com esperança. Feliz 2009.
Mais uma vez fechamos um ano vendo que colegas que tentaram exercer a profissão de jornalitas foram massacrados e torturados por " homens" que se diziam da lei. Como aconteceu com Tim Lopes, tentaram calar a voz da imprensa. Ainda bem que com tudo isso os governantes "deram uma resposta". Mas ainda falta muito para nós jornalistas circularmos livremente por esses espaços e guetos.
Policiais foram baleados, alguns morreram. Pais de família e homens de bens foram mortos, arrastados por traficantes. A paisagem da então "Cidade Maravilhosa" durante todo o ano de 2008 ficou pintada de preto. O preto do uniforme das polícias ocuparam ruas, becos e favelas em operações policiais. Apesar do trabalho, da ralação, também foi divertido encontrar com os colegas durante incursões da polícia entre outras pautinhas de segurança . Tivemos que aturar delegados malas, aborrecidos que não passam informações, mas também convivemos com policiais boa praça que ajudaram a imprensa.
Enfim, às vésperas de 2009 , fecho o livro de matérias de 2008 e torço para um ano com mais harmonia. Com desejos sim, de cobrir segurança pública , mas com notícias satisfatórias como a matéria que fiz desfilando no Morro Dona Marta sem tráfico. Está acabando, virei a página e com esperança. Feliz 2009.
domingo, 23 de novembro de 2008
Verbos
Conjugar verbos em favelas e comunidades está ficando a coisa mais difícil do mundo. Aliás nunca foi fácil. De tanto andar nesses locais vivo me policiando para não dizer, sem querer, uma barbaridade digna de assassinar o português. Foi assim na semana passada quando ouvi um 'EU TAVO" . Caramba! Se o Sérgio Nogueira ouvir uma coisa dessas ele vai mudar de profissão. Vai virar professor de matemática. E eu, coitada da pobre jornalista que vos fala, fiquei com dores no ouvido depois desse sonoro verbo.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
E o dicionário está crescendo!
Essa foi ouvida pelo nosso coleguinha Sérgio Costa da Band:
Uma mulher disse a ele que não suportava mais ouvir palavras de BAIXO GALÃO.......esses palavrões devem ser muito cabeludos para ser de baixo galão.....
Uma mulher disse a ele que não suportava mais ouvir palavras de BAIXO GALÃO.......esses palavrões devem ser muito cabeludos para ser de baixo galão.....
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Essa máxima que segue faz parte de um bilhete deixado por bandidos que assaltaram uma agência bancária em Três Lagoas (MS) e levaram cerca de R$ 160 mil . Com esse português aí eles deveriam ter devolver o dinheiro :
“cem arma, cem drogas, cem violência – agradeçemos a preferencia e acima de tudo nossa percistencia – é nois (sic)”.
“cem arma, cem drogas, cem violência – agradeçemos a preferencia e acima de tudo nossa percistencia – é nois (sic)”.
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